Esse texto nunca será um rascunho, mas o seu outro texto está ali, guardadinho como um surto coletivo. Ou só coletivo, porque compartilhei com você... e sei que não foi surto nenhum.
Eu sigo não me arrependendo de absolutamente nada do que eu disse ou senti. E sigo reafirmando que minha alma reconheceu a sua antes das primeiras palavras trocadas. E, desde que você reapareceu, foram muitas né?!
É que agora você me chama por apelido, eu sei algumas coisas novas sobre você - que você compartilhou por livre e espontânea vontade, importante ressaltar -, e eu sorrio como boba depois de cada interação.
Você gosta do livro que eu mais detesto, e eu sei que assistiria o filme se você quisesse. E faria do "ok" o nosso "para sempre", pagando língua de todas as vezes que eu falei do tanto que isso era cafona, chato e clichê. E ouviria Sam Smith com você sem prestar atenção nas letras... é que até hoje ele só me lembrou de amores que me fizeram chorar.
É que eu acredito em tarô e ele acredita em você. E me fala pra acalmar, diminuir o ritmo. As cartas me dizem coisas que a tecnologia não diria, e me lembram que nem todo fogo é eterno... mas que todos eles queimam.
E agora você não usa só preto, eu vejo sorrisos mais frequentemente e outro dia você acenou quando me viu - e talvez nem tenha percebido o quanto deixou essa mulher expansiva completamente sem reação.
Então eu permaneço. Imóvel, sem saber nem por onde começar. E na espera. De um não, um sim, ou de um mero talvez. Do momento em que o diabo, o hierofante e os enamorados se encontram e fazem sentido.
Porque você faz. Desde que a gente se esbarrou pela primeira vez em dezembro. E como eu espero que faça dezembro que vem.
Então... para todos os efeitos, eu sigo aquele lema (mas, desta vez, sem trocadilhos)...
"Draco dormiens nunquam titillandus"

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