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MI CASA... SU CASA...

"Toda noite de insônia / Eu penso em te escrever... // Escrever uma carta definitiva / Que não dê alternativa pra quem lê... // Te chamar de carta fora do baralho / Descartar, embaralhar você..."

domingo, 29 de junho de 2025

Sete

Pela primeira vez em algum tempo, escrevo com a certeza de que vou copiar esse link e encaminhar para uma pessoa que certamente preferiria que eu não fizesse isso. Mas é que eu me lembrei de que ainda consigo sentir alguma coisa, e já avisei que escrevo durante uma vida inteira. 

Eu não sei se vamos ficar amigos. 7 é uma nota boa o suficiente para isso? Ou só o bastante para que eu me lembre com o mínimo de carinho?! 7 é uma nota que vai te fazer se lembrar de mim depois? 

Mas eu vou deixar essa decisão pra você, porque sou de cumprir o que digo, e disse à minha amiga que você vai ficar na minha vida o tempo que quiser. 

Escrevo porque tenho ouvido muito Belo ultimamente, depois de anos gostando secretamente de duas músicas e zoado publicamente. Escrevo porque gosto publicamente de uma música agora e porque escrevi sobre todas as pessoas que gravaram uma música dentro de mim - menos do cara que pegou o microfone (naquele mesmo restaurante que a gente foi) só pra cantar e me dedicar a minha música favorita dos Engenheiros do Hawaii... é que meu interesse por ele era 7.

Escrevo porque ficou muito ainda por ser dito depois do podcast que te enviei e você ainda não ouviu; talvez por desinteresse ou só porque você está realmente ocupado se preparando pra viajar esta madrugada. Escrevo pra te dizer, entre 7 e 13 parágrafos, que tudo que eu sinto é oceano muito profundo pra poça rasa que a gente se enfiou. 

É que eu ainda não sei como, sendo uma pessoa que fala tanto, sobrou espaço entre nós pra um silêncio desconfortável. Mas eu sei como o beijo pareceu ser de corpo inteiro. E ainda tô pensando no seu sexo de olhos fechados e tão silencioso - me lembrou, ironicamente, da minha melhor e da minha pior experiência. E, ao contrário de quando eu te vi digitando por meia hora, eu não percebi quando acabou. Hoje foi palpável. 

E você foi necessário nesse momento da minha vida. 

Então, só pra terminar esse texto que eu nem sei se encontrou o destinatário, eu te faço uma última proposta. Vai. Viaja como quem nunca entrou numa discussão sem sentido na véspera. E curta como se não tivesse ninguém esperando na volta. Eu fico aqui realmente sem esperar. Acalmo meu coração e volto a focar no que importa. Não te deleto como já virou costume, nem te bloqueio (porque só faço isso quando não quero visita de fantasmas de natais passados). E então você volta. Pra sua casa e pra sua rotina. E pra minha vida, se você quiser. Até lá eu aprendo a te querer 7 também, que é pra gente se encontrar no mesmo lugar. 

É que eu não sou de desistir.


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